Web, assassina da cultura? Bilton prova que não


Um discípulo fiel da revolução digital, Nick Bilton, Professor da York University e jornalista do New York Times, no seu livro "Eu vivo no futuro" argumenta sem reservas as transformações antropológicas e tecnológicas provocadas pelos "bits" e, garante, sem assombro, que todo essa mudança portará a humanidade a viver muito melhor do que o homem de ontem.

No livro ele pede: arquivamos o medo da web como assassina da cultura. Isso é uma mera caricatura. Temores análogos atormentaram as sociedades com a chegada de outras inovações, da locomotiva ao telefone, e sempre sobrevivemos. Liquida os tecnocéticos, sobretudo, Nicholas Carr que, em um livro se interroga se a internet está cambiando a nossa pasta cognitiva. 

Carr se assemelha perfeitamente com um jornalista do New York, réu de ter sustentado a ideia de que  Twitter parece mais com o inferno que com o paraíso da informação.

A oração da manhã do homem moderno, como dizia Hegel, tornou-se mais simples e prazerosa, diz Bilton. "Antes, para ter acesso ao pulso do que estava acontecendo no mundo, buscava a página do Google, o nytimes.com, o wsj.com e assim por diante. A quantidade de informação que discorria sobre a minha tela era absolutamente exagerada e, frequentemente, redundante. Agora, vou no Twitter; ali encontro o melhor de qualquer coisa que escolho seguir".

Se Bilton descreve com precisão as vantagens das redes sociais é porque ele as transformou em seu ambiente familiar, ou seja, uma comunidade onde vive os melhores dos seus membros. "No meu celular" explica "agora leio livros, artigos, guardo filmes e navego". O que diferencia entre os meios tecnológicos são as dimensões. O smartphone se usa a 30 centímetro de distância dos olhos. O portátil, 60. A TV, a três metros de distâncias. Diz ele que estamos nos tornando "consumívoros", ou seja, que além de consumir, também criamos os conteúdos.

O futuro que antecipa sobre as nossas telas, o que conta sempre mais é a experiência personalizada. "Agora, vocês seguem o mundo digital, não o contrário". O jornalista Bilton, no seu livro, destrava e provoca entusiasmos, incertezas, críticas e, acima de tudo, consciência de um mundo que vive uma das maiores revoluções de tecnologias cognitivas da história. 

Para descrever esses insights de Bilton, fiz uma leitura do artigo de Riccardo Staglianò, no qual enfatiza com mais detalhes o conteúdo do livro "I live in the future".

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