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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Autocomunicação Digital em 360 graus

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Na escola, o professor conectado, o aluno também; na política, o gestor conectado, o cidadão também; na Igreja, o padre conectado, o fiel também; na fábrica, o patrão conectado, o empregado também; no hospital, o médico conectado, o paciente também; no carro ou no ônibus, o motorista conectado, o passageiro também; a patroa conectada, a empregada doméstica também; a elite do centro conectada, a periferia também; o gari, também; o carroceiro, também; a sobrinha de cinco aninhos, também; no topo do mundo, Trump conectado, o papa também. A princípio ele pensou se se tratava apenas de uma viajada abstrata, coisa de quem fixa o olhar apenas em um fenômeno social e se esquece do mundo ao seu redor. Respirou fundo, voltou a olhar para um lado e para o outro, saiu por aí, voou para outros países e chegou a conclusão de que, certamente, nunca antes na história humana, as pessoas, sem tanta diferença de classe – pobre ou rica, pouco ou muito instruída, do campo ou da cidade – tiveram uma

Aprender ontem e hoje: o que muda?

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Até os meus 10 anos de idade, trinta anos atrás, na minha casa havia apenas a Bíblia de papai, coberta com um pano em cima da estante da sala e alguns livretos de cordel amarelados, guardados na gaveta da prateleira do corredor, que liga a sala e a cozinha. Hoje, diz Castells, 97% da produção do conhecimento humano está digitalizado, quase toda ela disponível no meu smartphone, ou seja, na palma da minha mão. O que isso significa no processo de aprendizagem e na formação da identidade cultural de uma pessoa? Morando no sítio, sem energia elétrica, o único meio de comunicação de massa era um grande rádio de madeira, também muito bem protegido, o objeto mais precioso da casa, que apenas papai ligava em momentos determinados: cantoria, missa e outros programas de seu interesse.  Dentro da cartolina da escola, o caderno e a cartilha do abc. Anos mais tarde, recebo um livro emprestado da escola, maior e mais bonito, com fotos em preto e branco. Não era meu, não podia e