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Retrospectiva 2015: o que de mais relevante levo na sacola da vida para 2016?

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Diante de tanta aprendizagem que obtive, em 2015, o que destacaria como mais importante, no último dia do ano?
- Aprendi que a vida não vale a pena ser vivida, se conheço todo o mundo e não conheço a mim mesmo; que o silêncio reflexivo é a via mais segura que me leva a um encontro profundo e verdadeiro, com a essência dos mistérios que povoam a minha própria humanidade;
- Aprendi que o amor desapegado requer ousadia e que o desamor é covardia. Não importa a quem amamos, onde e quando amamos, o que vale é amar, antes que seja tarde demais;
- Aprendi que, na inédita era do conhecimento em rede, quando tudo está acessível a todos, ser ignorante é uma questão de escolha. Toda pessoa conectada pode pesquisar qualquer objeto ou fenômeno que interesse a ela, gratuitamente, sem sair do espaço onde se encontra;
- Aprendi que vivemos em bolhas viciosas - conceitos, dogmas, opiniões, relações, crendices, etc. - e feliz quem tem a coragem de estourá-las, diariamente, a fim de se recriarem e se alarga…

Por que criar um laboratório participativo de comunicação digital eclesial?

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O laboratório - formado por um grupo de estudo no Facebook, que se reune, presencialmente, duas vezes ao mês - é fruto das minhas angústias e dos meus conflitos racionais sobre o mundo digital em que vivo. Esses dilemas foram provocados, inicialmente, quando tive a oportunidade de focar parte dos meus estudos em Roma, na área de Comunicação Digital e persistem, ainda, alimentados pela boa parte do tempo que passo inserido no ambiente digital.
Diante dos efeitos das mídias sociais digitais provocados na minha vida como também na sociedade em geral, comecei a perceber que não bastaria fazer uma simples adaptação das mídias digitais ao nosso convencional mundo analógico ou, simplesmente, querer fazer ajustes incrementais para conviver de forma saudável na sociedade-rede.
E, como não poderia ser diferente, percebemos que a revolução digital trouxe consequências que desestabilizam e modificam, radicalmente, a convencional estrutura cognitiva, ou seja, afetam, diretamente, o nosso modo de pen…

Uma noiva esquisita, mas é com ela que vou...

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Alguns colegas ainda continuam estranhando o meu noivado com o pensamento da Escola Canadense de Comunicação. Literalmente, transformei meu blog em um ambiente de reflexão, na área de comunicação digital, partindo sempre da corrente filosófica e teórica de McLuhan, Pierre Lévy e seus companheiros.
Escolhi-a porque é, na minha percepção, a melhor Escola que estuda e explica as rupturas de mídia na sociedade e as suas consequências nas organizações e, em geral, na vida humana. Por exemplo, o que significa a chegada de uma nova mídia disruptiva na sociedade? Na História, quais foram as principais revoluções culturais ocorridas e qual a influência da mídia nessas revoluções? A Escola Canadense nos faz perceber as grandes rupturas cognitivas provocadas pelas mídias, ao longo da história humana.
Antes, estudava as mídias de forma aleatória e individualizada, preso aos efeitos de cada tecnologia na atual cultura, fixado no presente, sem fazer uma analogia com as revoluções comunicativas ocorri…

Das antigas estradas de Roma às estradas digitais

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Compreendermos as estradas, as rotas marítimas e os transportes em geral como comunicação, ou meios de comunicação, é fundamental para entendermos a rede elétrica como meio de informação e, atualmente, as redes digitais, como ambientes de comunicação, interação e conhecimento.
Seguindo esse raciocínio, percebemos que, antes da eletricidade, até o século XIX, a comunicação dependia, exclusivamente, de estradas, pontes, rotas marítimas, rios e canais. No entanto, o telégrafo acabou a festa: chegou para descolar a mensagem do mensageiro. Com esse sistema de comunicação, não havia mais a necessidade de ele pegar o cavalo e passar o dia, na estrada, a fim de levar a mensagem ao destinatário. E, se o receptor estivesse do outro lado do mar, o mensageiro já não precisava mais passar dias navegando, com o intuito de conduzir a informação ao seu destino específico. Agora, estando um, em uma ponta, e o outro, na outra, via telégrafo, ambos podem receber e enviar mensagens.
Com a velocidade da inf…

A escrita: sem ela, a minha "carta" nunca teria chegado

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