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Você pode ser um autocrata, um ignorante ou um besta qualquer, NUNCA um democrata

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Você, isso mesmo, você de direita, do centro ou de esquerda que quer ganhar do seu adversário usando a arma da violência, do ódio, do moralismo religioso, você que se reveste do discurso neopopulista reacionário e/ou revolucionário, você pode ser tudo, menos um democrata ou um defensor da democracia. 
Não só você era um ignorante, eu também. Eu pensava que democracia era a arte de guerrear, de transformar o adversário em um inimigo, de incitar dois projetos com sentimentos antagônicos: o do bem e o do mal, do positivo e negativo. Foi a busca pelo conhecimento autônomo que me fez sair dessa visão simplista das coisas. Somos muito maior do que qualquer percepção dualista da realidade, professada pelas instituições de plantão. 
Somente o conhecimento pode nos libertar. Por coerção ou por opção, cada um tem uma bolha de conhecimento. Cada um pensa e age a partir da bolha política, religiosa, familiar, cultural que vive. Por isso, a percepção da realidade é subjetiva, cada um tem a sua. Par…

Uma causa da polarização terrorista entre "coxinha e mortadela"

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O vírus maniqueísta (dualista) instalado no nosso cérebro há milênios impede de vermos que, além de Bolsonaro e Haddad, há também Ciro, Boulos, Marina, e outros na corrida presidencial. Culpar a internet, o contexto sócio-político, culpar a ignorância cultural e educacional do cidadão, sem compreender o estrago do Cavalo de Tróia maniqueísta instalado na “placa mãe” do nosso DNA, jamais conseguiremos entender a raiz do ódio e da violência perpetrada nas narrativas dos eleitores extremistas dos dois presenciáveis que lideram nas pesquisas. É cômodo e o cérebro agradece o modo reducionista e quase automático de ler o mundo, porém, é de uma pobreza extrema querer restringir o ser humano com toda a sua complexidade usando apenas essa visão simplista do bem e mal, certo e errado, direita e esquerda.

Ainda não nos libertamos desse viés dualista de julgar o mundo porque todas as instituições - escola, igreja, família, política - continuam educando e doutrinando a sociedade com a mesma narra…

Feira de Inovação Social Digital em Roma: uma Experiência

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Cupins comendo o miolo da principal viga de madeira que sustenta o telhado da varanda da minha casa. Um dia, sem esperar, o telhado desaba. Ou, uma experiência já vivida, a de cupins, silenciosamente, comendo o fundo do meu guarda-roupa. O resultado não precisa detalhar. Um belo dia, quando abro a porta do guarda-roupa, para vestir a camisa do meu time esportivo, muito bem guardada, embaixo de todas as outras, deparo-me com os “malditos” cupins que, além de terem já comido boa parte do fundo do guarda-roupa, comeram também parte da minha camisa preferida. 
Uso esses dois exemplos para introduzir os dois dias, 6 e 7 deste, que vivi na Digital Social Innovation (DSI) em Roma, como metáforas para falar dos milhares ou talvez milhões de “cupins” humanos (hackathons), inventando novos softwares, aplicativos, escondidos em garagens, quartos, fundos de empresas, moldando assim as instituições e, em muitos casos, mudando, disruptivamente, as formas de pensar, planejar e executar os recursos te…