Em nome delas, meus parabéns


Seguramente, muitas mulheres no mundo, somente hoje, recebem os parabéns ou um buquê de flores, como sinal de amor e gratidão dos seus amantes, familiares e amigos. 

Todavia, sabemos que o dia-a-dia de muitas delas (nossas mães, mães solteiras, empregadas domésticas, funcionárias de gabinete, secretárias, as trabalhadoras das fábricas e do campo) reflete uma realidade bem outra, de falta de reconhecimento, falta de relacionamento autêntico, de exploração, abusos, machismos e por aí vai.  

Por isso, fico até meio acanhado de fazer homenagem e lhes desejar parabéns pra não cair no mesmíssimo, repetido anualmente. 

Lá onde eu nasci, sítio Bartolomeu, há algumas mães que gostaria de lembrá-las  como as grandes guerreiras/lutadoras do nosso tempo. São mulheres simples e, materialmente, pobres, por isso, muitas vezes, esquecidas por nós, pelos próprios vizinhos. Mas, hoje, vejo-as como exemplo de mulher e mãe, de doação completa, de amor e zelo pela vida dos seus filhos e filhas. 

Recordo a bravura de dona Maria de Cícero, Marieta de Antonio Bernardo, Maria de Vicente, Socorro de seu Dezin e outras que vivem próximas à casa dos meus pais. Cada uma delas tem uma linda e sofrida história de vida. Cada uma delas tem acima de oito filhos. Cada um delas passou e passa por situações de abandono, de pobreza, de solidão, de doenças, mas, não obstante tudo, preserva a garra, a responsabilidade, a ternura e a missão de ser mãe.

São histórias de mulheres, de mães que lutam incansavelmente, muitas delas ignoradas pela sociedade, que nos fazem crer que a força do amor rompe qualquer desafio presente na nossa vida. 

Por isso, penso que celebrar o dia da mulher é, sem dúvida, recordar a bravura das mulheres do nosso tempo, mas, é, especialmente, tomar consciência de que, ainda há muito caminho a percorrer, que a mulher ainda continua sendo discriminada, tratada, em muitas ocasiões e instituições, como menos importantes do que o homem; é tomar consciência do machismo impregnado dentro da nossa mentalidade ocidental.

É o dia em que, nós, homens, deveríamos sentir o desejo de olhar maternalmente o mundo, as pessoas ao nosso redor, ver a vida com o olhar da mulher mãe, que cuida, que toca, que sente, que chora, e que, acima de tudo, ama de forma autêntica e sincera.

Por isso, em nome das mães citadas acima, natural lá do meu cantinho, sítio Bartolomeu, queria parabenizar a todas as mulheres. Deus as abençoe, com a intercessão e a ternura da Mãe de Deus.

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