Não tem mais jeito, acabou


Acabou. Exato. É a mesma sensação de final de jogo. Não tem mais jeito e não adianta choramingar.

Chego ao fim de mais um ano letivo. Mais conteúdo na cabeça, mais palavras, mais experiência, mais isso, mais aquilo. E daí?

Deontologia, jornalismo, produção de vídeos, curso prático radiofônico, filosofia da comunicação, sociologia e outros. De cada curso, pude extrair elementos que poderão me ajudar a problematizar e interpretar a realidade que me cerca.

E agora, o que ainda me resta. Bom, para concluir o bendito mestrado na área de jornalismo e editoria, resta mais um ano. Se até aqui, o meu inimigo número um foi ele, o tempo, imagina o ano que resta.

Respostas às minhas inquietações, dúvidas, nenhuma. Ao contrário. - E isso é ruim. Não! – Por que? Porque cada curso leva-me a tomar consciência da pasta que tapa os meus olhos.

E aqui, na minha opinião, está o belo do estudo: guia-me a reconhecer o quanto sou, diante da complexidade da realidade, ao mesmo, arrogante e medíocre. Arrogante, quando me coloco diante do “outro” com minhas “verdades” fechadas, intocadas, muitas vezes, perfumada de autoritarismo e moralismo. Medíocre, porque, segundo minhas conclusões, assim somos todos nós. Não escapa ninguém. A diferencia está nos níveis de mediocridade que varia de acordo com a lei da sobrevivência. Aqui, cheira ao darwinismo, que não a defendo. Mas, tudo bem.

Momento auge, durante o ano que termina, destacaria a aprovação do projeto da tese que irei defender no final do mestrado, cujo tema é “A informação digital através das Redes Sociais”. Como objeto de pesquisa, farei um estudo específico sobre o uso do Twitter na produção de informação em três jornais: Catholic News Service, The New York Times e Allvoices.

E as férias?

Não existem. Deixarei pro tempo certo. Minhas prioridades, agora, são outras. Viajo amanhã para Trento, onde farei o estágio em uma redação de comunicação de nome “Vita Trentina”. Em breve, descreverei algo sobre essa agência de comunicação, bem como, os trabalhos que farei na mesma.

Nos meses de Agosto e Setembro, farei outra experiência de trabalho na CNS, uma agência de notícia pertencente à Conferência dos Bispos dos Estados Unidos, localizado em Washington. Nesta, terei como objetivo principal, analisar o modo como uma redação utiliza as Redes Sociais na produção de informação.

Chegando, portanto, ao final de mais um ano de estudo, vejo-me mais seguro de uma coisa: a de que, não podemos ignorar ou pensar que seja uma leitura micrista, a grande revolução que o mundo dos bits (o digital) está provocando no campo da comunicação. E o melhor ou pior, não sei, é que estamos apenas nos cinco minutos do primeiro tempo, ou seja, a grande metamorfose (aquela cantada por Raul Seixas) está apenas começando.

Comentários

  1. Padre Talvacy
    Que bom saber que o Sr. está tão animado em sua missão. Acompanho sua caminhada de formação e tenho certeza de que na volta o padre fará um grande trabalho pela comunicação em nossa Diocese.
    Sua tese: “A informação digital através das Redes Sociais”. é um tema instigante, atual...Parabéns pela escolha. Estamos torcendo e temos certez de seu êxito. Seja sempre feliz!!! Se testemunho e esforço é luz para nós. Até breve, amigo!
    Joscelito Marques

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  2. Caro Joscelito, muito obrigado pelo incentivo e por acreditar que voltando a diocese, poderei ser útil em alguma coisa, sobretudo nessa área da comunicação.
    Sou um grande admirador do seu trabalho como comunicador. Comecei ser seu fã quando o escutava na 105.
    Um grande abraço e até breve,
    Talvacy

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