Comemorar o avanço na educação já, mais ainda não.

O Brasil aparece entre os três países que mais avançaram na educação. Foi superado pelo Chile e Luxemburgo. Os dados vieram do Pisa (Programme for International Student Assessment), publicado no último mês de 2010. No ranking mundial, o Brasil ocupa a 53ª posição.


Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em 2010, o Brasil teve 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica pública (85,4%) e privada (14,6%).

Na educação superior, no ano de 2008, teve um aumento no número de ingressos de 8,5% em relação ao ano de 2007, o que equivale em 2008 a 5.808.017 alunos matriculados em cursos de graduação presencial e à distância.


Comemorar tais resultados talvez não seja justo em um país onde o analfabetismo ainda atinge 9,6% da população com mais de 15 anos de idade, segundo o Anuário Estatístico 2010 de América Latina e Caribe. Pior ainda se considerarmos o alarmante índice de analfabetismo funcional existente no país, onde mais de 30 milhões de pessoas não concluíram os primeiros quatro anos de escolaridade formal, revela os dados do INEP.


No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países da América Latina e Caribe. Olhando no retrovisor, o analfabetismo na América Latina e no Caribe caiu 68,5% entre 1970 e 2010, passando de 26,3% para 8,3%, segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Em 2015, a proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever na região deve ser de 7,1%, segundo estimativa da ONU.


O governo brasileiro tem ousadias grandiosas com relação ao futuro da Educação. O Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado pelo Congresso Nacional com vinte metas a serem cumpridas pelo governo no próximo decênio. Entre estas, a mais ousada é a de erradicar o analfabetismo no Brasil até 2020.


Para isso, se propõe a investir, até 2020, pelo menos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, contra os atuais 5%. As metas de avanço na qualidade de ensino em comparação à média internacional são ambiciosas, considerando o quadro atual do ensino no Brasil. Em 2021, o Brasil deverá alcançar 473 pontos no Pisa, contra 395 pontos em 2009.


O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que, para atingir as novas metas do Pisa, o Brasil deve priorizar, sobretudo, investimentos em creches e na qualificação dos professores.

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