Jornalismo web: participação aberta e democrática

    Apresento, em linhas gerais, o campo que desenvolvi na minha tese de bacharelado, cuja defesa será no próximo dia sete de outubro.

Tenho feito, nesses nos últimos meses, um estudo sobre a natureza democrática e participativa do Jornalismo web.

Antes de desenvolver o novo paradigma horizontal de fazer informação via internet, quis conhecer a fundo, a história do jornalismo em rede; o que o caracteriza e que tipo de linguagem é aplicada nessa nova plataforma digital.

Feito isso, entrei no coração do tema em jogo. Desenvolvi as identidades horizontal e participativa do jornalismo web.

Para início de conversa, fui em busca de saber em que quadro se encontra a Itália, no que diz respeito ao jornalismo em rede. Dentre tantos números, apresento os italianos que têm acesso à informação via web. Os últimos dados revelam que, dos aproximadamente 35 milhões de italianos conectados em rede, 5 a 10 milhões se informam, esporadicamente, através dos blogs.

Em seguida, fiz uma síntese crítica do pensamento de alguns escritores da ciência da comunicação que, ultimamente, têm escrito sobre a informação via online.

Logo depois, quis conhecer de perto a prática do jornalismo feita pelos cidadãos comuns que, através dos blogs e as redes sociais em geral, criam e consumem notícias. Aqui, percebi claramente o novo paradigma comunicacional: saímos de uma comunicação exclusivamente unidirecional para um modelo de comunicação colaborativo, multidirecional.

Com tal mudança “copernicana” no modo de produzir conteúdo informativo, acenei brevemente os riscos que a mesma apresenta, no que se refere à deontologia e à credibilidade das fontes.

Concluo com a mudança que está entrando, pouco a pouco, nas plataformas comunicativas, que se chama convergência.

Esse tema tem me motivado a permanecer pesquisando na praça da web. Com uma diferença. Para o mestrado, irei restringir o meu campo de estudo, na área das redes sociais.

É claro, o caminho é longo, tenho ainda bastante tempo para amadurecer melhor essa minha escolha. Contudo, confesso que, a paixão por essa “teia de aranha”, que aproxima o ser humano e o faz sujeito ativo no confronto com a comunicação, tem me seduzido a continuar queimando o pouco dos neurônios que ainda me restam.

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