Avatar: um show de tecnologia, qualidade, ética e reflexão

Hoje à noite assisti ao filme tão comentado no mundo do cinema. De fato, o filme, com a tecnologia tridimensional e a explosão de efeitos gráficos computadorizados, nos leva a viver uma experiência profunda com a nossa própria história.

Não descreverei a sequência narrativa para não perder a graça daqueles que ainda não assistiram ao filme. Avatar fez-me recordar o passado histórico do nosso continente e a sua atual realidade.

Recordei Darcy Ribeiro que, no seu livro "A formação do Povo Brasileiro", narra o genocídio de milhões de índios com a invasão dos brancos na grande América, em 1500.

O filme faz lembrar, muito bem, o atual sistema econômico que, no seu projeto de crescimento, exclue a ecologia e, para muitos países, a tem como uma ameaça ou entrave no processo de realização das metas planejadas.

Fez-me lembrar também Leonardo Boff quando escreve sobre a mãe natureza. O filme mostra de forma clara o confronto entre a desumana tecnologia contra a natureza e os povos primitivos. É belo ver a relação divina que os índios têm com a terra. Ela é vida, é mãe, é a extensão do nosso ser. Para eles, agredir a natureza e atingir brutalmente a personalidade de cada primitivo.

Uma frase que me chamou atenção: "é preciso trair a nossa raça para poder salvar o mundo". Aqui, a raça seria nós mesmos, com o nosso modo de pensar e de agir em confronto com o outro e com a ecologia.

Enfim, o filme é um espetáculo. A parte final me comoveu quando vi a força dos pequenos derrotando a bruta inteligência do poder do coronel que usa a alta tecnologia para destruir a natureza. Belo, belo, Avatar é show.

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