Algo de novidade? Onde?


Terminou sexta-feira, 01 de maio, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Itaici, SP. Li os comentários via internet feitos por alguns bispos sobre o resultado final, bem como, a avaliação feita pelo vice-presidente da CNBB, Don Luis Soares.

O tema central da Assembléia foi a formação presbiteral. Até então, posso confirmar que não vi muita novidade no que diz respeito ao documento final que em breve será objeto de estudo e guia formativo para todos os seminários e casas de formação no Brasil. Retomaram a reflexão sobre os jovens com tendências á homossexualidade, cuja conteúdo não mudou nada com relação aos últimos escritos do papa sobre o assunto.

Li nesta manhã no jornal online "O Norte"
de natal uma entrevista com o vice-presidente da CNBB que, ao ser perguntado se os jovens homossexuais poderiam ser padres, D. Luis respondeu que a Igreja não exclue os homossexuais de serem padres e acrescentou dizendo o que a Igreja exige como condição para o sacerdócio, seja para o homossexual ou heterossexual, uma vida celibatária e casta. Não posso confirmar se esse ponto de vista fará parte das novas diretrizes formativas. De qualquer forma, como cristão e humano devemos acolher com amor, respeito e compaixão todas as pessoas, independente do seu estado de vida. Acima de quaisquer leis ou normas, sejam elas, civil ou religiosa, estão o direito e o respeito pela dignidade e pela liberdade de cada pessoa.

Foi objeto de reflexão a vida dos casais de segunda união. Qual a conclusão tomada em benefício aos casais "irregulares" na Igreja. Infelizmente, nenhuma. Segundo a Igreja casais de segunda união são excluídos da eucaristia. Sou testemunha de muitos casais que sofrem muito por encontrar esse obstáculo humilhante e excludente imposto pela Igreja. Estes mesmos casais são aqueles que se empenham fortemente com a vida da paróquia e das comundidades. Eles rezam e acreditam que um dia poderão ser liberados para participar do banquete da vida, no qual, com Jesus Cristo, todos são convidados a participar. Solidarizo-me com todos os meus amigos casais de segunda união e os convido a manter viva a fé e o espírito de participação nas comunidades, através da comunhão entre os irmãos, revelação viva de Jesus em nosso meio, conforme ele mesmo disse: "onde dois ou três estão reunidos em meio nome, eu estarei em vosso meio"

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