"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."

Está em cartaz nas salas de cinema de Roma o filme "Che, o Argentino" registrado por Steven Sodrbergh. O filme apresenta a militância política de Che junto com os seus aliados no período da revolução cubana, que tinha o objetivo de  derrubar do poder o então ditador cubano Fulgencio Batista.
O meu olhar durante o filme e a minha atenção estavam voltados para o grande carísmatico e revolucionário Che Guevara. Diante de uma contesto político e econômico submisso ao imperialismo americano e sobre o domínio dos governos ditadores que governaram quase todos os paíeses da América na década de 50, surge um jovem, médico, argentino que, inflamado de grandes ideias humanitários se coloca com toda a sua vida diante da política capitalista e militarista da época. Junto com Fidel Castro, foi capaz de transformar não só o quadro político cubano, como também de vários outros países da América. O senso de justiça, de igualdade, de liberdade e defesa dos direitos humanos os envolveu de tal forma que em nenhum momento da sua vida temeu em enfrentar os grupos organizados que tinham o objetivo de matá-lo. E, portanto, como conseguência da fidelidade aos seus ideais, foi morto por um grupo de guerrilheiros bolivianos em outubro de 1967.
Fazendo um paralelo com o filme, exatamente hoje, os líderes da América do Sul estão reunidos em Trinidad e Tobago para tratar de interesses políticos e econômicos comuns e refazer relações diplomáticas com os Estados Unidos que foram quebradas ao longo dos anos (especialmente Cuba, Venezuela).
Depois que assisti ao filme, pensei comigo mesmo: quem seria o novo Che que ressuscita nessa cúpula das Américas. Em minha pobre leitura, o Obama revela atravès de sua história política e do seu espírito reconciliador, um pouco do sangue de Che ao promover a paz e o diálogo com todos líderos de governo, tornando-se uma chama de esperança e de unidade entre os países da América. Cuba, que ainda não faz parte oficialmente da cúpula, foi objeto central de reflexão em vista da reunificação com os Estados Unidos. Não obstante a crise e tantas feridas abertas causadas pela corrupção, sou esperançoso em testemunhar e comemorar um futuro de uma América com menos desigualdade social e com governantes encarnados nos ideais pelos quais Che deu a sua própria vida, assim disse ele: "No momento em que for necessário, estarei disposto a entregar a minha vida pela liberdade de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada a ninguém..."

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