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Nas eleições, quando a emoção vence, o povo perde

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Na política, sobretudo em período eleitoral, quando a emoção desequilibra o comportamento dos candidatos e eleitores, a democracia é a grande derrotada.  É o que testemunhamos fortemente neste segundo turno. Já dizia um cara chamado Platão, séculos antes de Cristo ter vindo ao mundo, que somente os filósofos deveriam governar a cidade(pólis), porque eles cuidam do povo com sabedoria e razão, ou seja, os filósofos não se deixariam ser movidos por instintos egoístas e emoções desequilibradas.  É fato. Há momentos decisivos na vida em que a emoção jamais deveria se sobrepor à razão, e vice-versa. Quando isso acontece, a vida pode tomar uma direção estranha, às vezes, sem retorno.  Não somente boa parte do eleitorado perdeu o controle emocional, como também os próprios candidatos. E aqui, os candidatos têm um papel decisivo pra nortear uma campanha fundada no equilíbrio entre razão e emoção, para assim fazer vencer o diálogo, a tolerância e o respeito...

PODER DA MÍDIA X PODER DO POVO

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Até o mais fiel eleitor de Dilma arriscaria votar em Aécio com as informações manipuladas que chegam aqui nos Estados Unidos sobre a gestão do governo brasileiro. A mídia tem o poder de manipular a  consciência e de influenciar fortemente o eleitor na escolha do seu candidato. A velha mídia foi a principal responsável pela grande vitória de  Aécio no primeiro turno nos Estados Unidos.  Conhecendo a narrativa deles, fica evidente que a fonte principal da CNN, NYT, Routers e CIA são a Folha, Globo, Veja, Estadão, ou seja, as fontes da mídia que apoiou a ditadura, que apoiou Collor, que apoiou FHC e agora quer  forçosamente  eleger Aécio. Bem diferente da falácia preconceituosa de FHC, não vou votar em Aécio porque sou informado. Sou informado porque não dependo da Globo e seus filhotes pra saber da melhoria na vida do povo do meu país.  Sou informado porque tenho a mídia alternativa, a mídia das ruas, a mídia popular. Não vou votar em A...

Por que um Plebiscito Popular na Semana da Pátria?

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Porque o modelo de político que temos não representa o povo, eles não representam os 99% da população brasileira. Tem sentido afirmar isso? Vamos pros dados. - Dos 594 parlamentares federais eleitos em 2010,  273 são empresários; - 160 são ruralistas, da área do agronegócio;  - 213 têm redes de escolas privadas;  - 79 deles são donos ou sócios da saúde privada. - A grande maioria dos parlamentares são homens brancos de olhos azuis num País onde a maioria se considera negra.  E as mulheres se sentem representadas no Parlamento? Não. A maioria da população brasileira é feminina, porém apenas 9% de mulheres ocupam mandatos na Câmara dos Deputados e 12% no Senado. O mesmo acontece com a juventude brasileira. A maioria do parlamento é composto por gente caduca: tanto na idade, como nos conceitos, continuam presos ao modelo mental político do final do século XVIII. Assim como no Império - e o Senado é cria dele- o Parlamento continua representando a...

Os sonhos do povo de Mossoró não cabem nas urnas do próximo domingo

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O resultado das urnas de 4 de maio revelará a desmoralização da representação política mossoroense . Isso ficará evidente no altíssimo número de votos nulos, brancos e abstenções que profetizo no próximo domingo.     Há uma descrença generalizada na política em Mossoró, e não somente. O povo não se sente mais representado nos vereadores, deputados, muito menos, nos prefeitos. Com exceção das famílias que têm empregos ligados à prefeitura ou cargos comissionados, o povão se autoquestiona: como alguém pode me representar a partir de 4 de maio se as práticas viciosas continuam; se o cinismo e a demagogia nos debates são os mesmos do século XIX; se a taxa de corrupção e de impunidade cresce sempre mais na arena política. Se a maioria do povo não acredita mais na democracia representativa – como vimos nas manifestações que eclodiram ao redor do mundo, reivindicando o surgimento de “uma democracia real já” – não poderia ser diferente também em Mossoró, quando somos v...

Quando a indignação superar o medo, Mossoró vencerá

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Estou prevendo. Veremos, pela primeira vez na história de Mossoró, o maior percentual de votos nulos, brancos e abstenções nas urnas de 4 de maio. Por onde ando, o sentimento de indignação e de descrédito no sistema político atual é alarmante. Por que isso? Porque o povo começa a perceber que, independente de onde venha a vitória, o modelo de governança e as práticas viciosas e autocráticas continuarão as mesmas. Boa parte do eleitorado mossoroense está revelando o mesmo sentimento da juventude que ocupou as ruas e praças do País nas manifestações de junho de 2013, ou seja, diante de tanta corrupção, impunidade, instabilidade, falta de transparência e, sobretudo, candidatos nas mídias ridicularizando o eleitor com promessas falsas e estúpidas, o   povo simplesmente pensa: não acredito mais em vocês, vocês candidatos não nos enganam mais. Vocês são ridículos, não suportamos ouvir tanto discurso demagógico; vocês não nos representam! Esse jeito obsoleto, autoritário e ...

Mataram mais um irmão

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Se tudo o que publicasse no face, caísse automaticamente aqui, teria diariamente coisa nova. O fato é que gosto mais de fluxo, interação, coisa viva. No face e twitter, sobretudo, vejo instantaneamente o resultado: o povo curte, comenta, compartilha. Aqui no blog é bem menos.  Mas deixemos de conversa e partilhe também aqui o que você acha que vale a pena. Ontem participei de uma romaria na chapada do Apodi. Abaixo o texto e AQUI  algumas fotos que publiquei no face. Mataram Jesus e continuam matando aqueles e aquelas que defendem o direito dos pequenos. Hoje no finalzinho da tarde dezenas de agricultores se reuniram defronte ao cruzeiro onde assassinaram Zé Maria, na chapada do Apodi, município de Limoeiro do Norte.  Zé Maria foi assassinado por um matador de aluguel em 2010 por ser um ambientalista, sindicalista e forte defensor da agricultura familiar. Na sua região, chapada do Apodi, tornou-se nos últimos anos terra de grandes empresários, alguns dele...

Em quem o padre vai votar?

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Mais uma campanha política chegando e algumas pessoas, curiosamente, perguntam em quem o padre vai votar ou pra quem vai torcer.  Pra início de conversa, na minha escassa percepção política, nada há de novo debaixo do céu de Mossoró com as eleições suplementares de 04 de maio. A única novidade veio do judiciário com o afastamento da prefeita Cláudia Regina. Pronto. Mágica pode até funcionar na televisão e no circo, na política, não. Mossoró tem uma atmosfera política intoxicada há muito tempo por grupos que governam pra si mesmos e para uma pequena elite da cidade. São políticos ligados a grupos familiares, empresários, homens e mulheres que usam o espaço público para se auto-promoverem, obterem sucesso nos seus negócios e fazer da política o seu meio de sobrevivência. Entram na política - com rara exceção de alguns deles - não  com vocação pra cuidar da cidade (pólis), mas com vocação pra cuidar da sua família e dos seus interesses particulares.  Para se...