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Em tempos de WhatsApp, isolamento social não existe

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Estamos distantes fisicamente, mas nunca na nossa vida estivemos tão unidos afetivamente e espiritualmente, como nesses dias de quarentena. O medo da pandemia e a incerteza do que pode acontecer comigo e com as pessoas que amamos nos sensibilizam a estreitar mais ainda nossos laços afetivos com nossos pais, irmãos, sobrinhos, familiares e amigos em geral. Filhos que passavam semanas sem se comunicar com seus pais e avós, agora, graças ao WhatsApp, estão falando diariamente ou a cada dois dias. Se conectam para saber como estar a saúde dos familiares, se estão em quarentena, se tem algum sintoma do covid 19, enfim, mesmo distantes fisicamente, querem estar próximos. Se, para uns, a quarentena aumentou a solidão, para outros diminuiu drasticamente. Se antes da pandemia, muitos pais e avós idosos ficavam isolados em suas casas, muitos deles vivendo na zona rural, longe dos seus filhos e netos, passando semanas e até meses sem receber uma visita dos seus familiares, agora, na qu...

Com o quarentena do Covid 19, o Sagrado se fez bit

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Boa noite Fernando Magalhães e ouvintes do 60 minutos. Com o coronavírus, o sagrado verdadeiramente se fez bit e veio habitar no meio de nós. Vejamos! Há 70 mil anos, o sagrado se revelou na “palavra”. Há aproximadamente 7 mil anos, ele se revelou na escrita; na segunda metade do século passado, o sagrado se manifestou, acanhadamente, no digital. Todavia, somente com o #ficaremcasa para se proteger do coronavírus, o sagrado, verdadeiramente se manifesta sem medo nos ambientes digitais para continuar bem pertinho dos seus seguidores. Historicamente, o sagrado foi uma propriedade quase exclusiva das religiões. Ele apareceu há milhares de anos com a ousada missão de dar respostas às grandes questões existenciais e espirituais do ser humano. O fim do apogeu do sagrado deu-se com o início da era moderna, quando o mundo ocidental fez a passagem do teocentrismo para o humanocentrismo. Porém, mesmo em tempos de grandes saltos científicos e tecnológicos, a fome pelo sagrado n...

Lições que extraímos do coronavírus

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Boa noite Fernando Magalhães e ouvintes do 60minutos. Lições que podemos aprender com a pandemia do coronavírus é o meu comentário de hoje. A primeira lição que aprendemos é que, em tempo de internet e de inteligência artificial, nenhuma pandemia causará o número de vítimas como as ocorridas no passado. O acesso rápido à informação sobre os riscos do novo vírus em circulação é o principal inimigo do mesmo. Se nas últimas grandes epidemias (Peste Negra, varíola, gripe de 1918, Ebola) morreram milhões de pessoas, varrendo boa parte da humanidade, o vírus conavid-19 será eliminado em pouquíssimo tempo, com um número de vítimas bem inferior ao previsto pelas autoridades sanitárias. Isso porque os cientistas já preveem nos próximos meses o surgimento da medicina que tornará imune toda pessoa vacinada contra o coronavírus. As pandemias do passado demoravam anos ou décadas para serem erradicadas, porque não havia os avanços tecnológicos e científicos dos nossos dias. Pegando o ex...

O papel da internet no combate ao coronavírus

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Boa noite Fernando Magalhães, boa noite ouvintes do 60 minutos.  O papel das novas tecnologias no combate ao coronavírus é o tema do meu comentário de hoje. O susto causado pelo coronavírus no mundo tem seu lado triste e tem também o seu lado de aprendizagem e amadurecimento humano. Milhões de pessoas, sobretudo na Europa, passarão vários dias retirados em suas casas, proibidos de sair nas ruas, de passear em shoppings, bares, igrejas, escolas. Em uma sociedade do consumo desenfreado, de concorrência desumana, de ruas congestionadas, de muito barulho e estresse, parar, silenciar, ficar semanas longe do estresse do trabalho, pode nos fazer pensar sobre o verdadeiro sentido da vida, pode aumentar a nossa taxa de humanidade; pode ajudar a pensar mais sobre o cuidado com o próximo, pode ajudar a elevar as reflexões sobre nossas atitudes egoístas, nossas indiferenças, nossas visões superficiais e preconceituosas sobre o outro, sobre as tecnologias midiáticas e sobre a reali...

Uma causa dos conflitos na sociedade digital

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Boa noite Fernando Magalhães, boa noite ouvintes do 60 minutos . A perda hegemônica do comando e do controle do líder ou do gerente das organizações em geral. Isso acontece porque toda pessoa conectada torna-se um líder de si mesma, toda pessoa pode, através das mídias digitais, elogiar ou criticar, diretamente, qualquer gerente, qualquer autoridade, do vereador da sua cidade ao presidente da república; pode elogiar e criticar do padre da sua cidade ao papa no Vaticano. O poder de mídia que antes estava restrito à cúpula das instituições, hoje, potencialmente, está nas mãos de todo mundo. Por que, por exemplo, os políticos e autoridades públicas em geral têm medo da internet? Por que muitos deles sequer têm um canal de mídia digital para interagir com o seu povo? Muito simples, porque muitos deles têm medo de serem criticados, denunciados diretamente pelos seus clientes, eleitores ou pelo povo em geral. Antes da internet, os líderes e gerentes tinham o comando e o controle...

Você está consciente da revolução digital em curso?

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A maioria absoluta da população mundial ainda não se acordou para a dimensão da revolução cultural que o mundo digital irá provocar nas próximas décadas. Os grandes estudiosos afirmam que pela primeira vez na história da humanidade, passamos por uma transformação paradigmática que reconfigura nossas emoções, mentes e decisões. Talvez, você, ouvinte, que vive longe das grandes metrópoles, que não sente de perto os conflitos e desafios da complexidade dos engarrafamentos, dos estresses de ruas tomadas de gente e de carro, das filas quilométricas para se inscrever e concorrer a um emprego. Você que não vê os conflitos dos taxistas brigando por seus espaços, dos milhares de vendedores ambulantes disputando cada pessoa que passa na rua; você que ainda não presenciou a superlotação dos grandes hospitais públicos, cadeias públicas, escolas públicas, shoppings, etc. Em síntese, você que ainda não sabe que nos últimos 200 anos, saltamos de 2 bilhões de pessoas para quase 8 bilhões, pro...

92 anos de Dom Freire

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Boa noite Fernando Magalhães, boa noite ouvintes do 60 minutos . Meu comentário de hoje é sobre um apodiense que se encontra na esteira da santidade. Chama-se Dom José Freire de Oliveira Neto, bispo da diocese de Mossoró dos anos de 1984 até o ano de 2004. José Freire nasceu em Apodi, na data de hoje, no dia 9 de março de 1928, foi ordenado padre em Roma no ano de 1956. Depois fez mestrado em catequese na universidade pontifícia Salesiana de Roma. Voltando para o Brasil, antes de ser nomeado bispo, ele foi professor de português, francês e latim na cidade de Mossoró. "Dom Freire fez parte da geração dos bispos militantes que abraçaram as inovações da Igreja Pós-Conciliar, tinha opções eclesiais claras e causas nobres. Ele, junto com outras brilhantes figuras, marcou a 'Era de Ouro' da Igreja no Brasil”. No início da década de 80, ainda sob as sequelas deixadas pela ditadura militar, havia no episcopado brasileiro, os bispos que optaram ficar do lado do p...