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O dia D

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Seria reducionismo dizer que votar é a única forma de exercermos a nossa democracia. Certo. Mas, para quem a tem como um bem transversal que penetra em todos os organismos vivos de um país, não votar, cria uma ferida dolorosa na consciência cidadã. Apesar de não estar presente no meio da minha gente, acompanhei, na medida do possível, a corrida dos candidatos em direção aos seus objetivos. PONTOS NEGATIVOS: Olhando daqui de fora, avalio as eleições para presidente com muita tristeza. - Na minha opinião, houve muita mesquinharia, rivalidades em torno de temas inúteis, deixando as questões mais urgentes como algo periférico nos debates da velha mídia. - Envolvimento de algumas instituições civis e religiosas que usaram seus púlpitos e poderes para lesar a consciência do cidadão. - O comportamento da oligocracia midiática representada pela Globo, FSP, Veja, Estadão, etc. ludibriaram com infâmias, agressões, factóides a opinião pública. - Outro elemento inaceitável é o ódio que se ...

DILMA E A FÉ CRISTÃ

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de "marxista ateia". Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte. Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória - diria, terrorista - acusar Dilma Rousseff de "abortista" ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade. Nem tem o direito de jul...

Jornalismo web: participação aberta e democrática

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Apresento, em linhas gerais, o campo que desenvolvi na minha tese de bacharelado, cuja defesa será no próximo dia sete de outubro . Tenho feito, nesses nos últimos meses, um estudo sobre a natureza democrática e participativa do Jornalismo web. Antes de desenvolver o novo paradigma horizontal de fazer informação via internet, quis conhecer a fundo, a história do jornalismo em rede; o que o caracteriza e que tipo de linguagem é aplicada nessa nova plataforma digital. Feito isso, entrei no coração do tema em jogo. Desenvolvi as identidades horizontal e participativa do jornalismo web. Para início de conversa, fui em busca de saber em que quadro se encontra a Itália, no que diz respeito ao jornalismo em rede. Dentre tantos números, apresento os italianos que têm acesso à informação via web. Os últimos dados revelam que, dos aproximadamente 35 milhões de italianos conectados em rede, 5 a 10 milhões se informam, esporadicamente, através dos blogs. Em seguida, fiz uma síntese crítica ...

De volta pro meu aconchego

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Olá. Depois da minha temporada de férias, retorno ao 'sonhar é preciso'. Aproveitei as férias deste ano para estudar mais um pouco o espanhol e o inglês. Estive, primeiro, na Espanha, e, no mês passado, em Londres. Nesses últimos dias, estive fazendo as modificações na minha tese de conclusão do primeiro ciclo de estudo. Dia 7 do próximo mês, farei a defesa da mesma. O tema da tese é sobre a prática do jornalismo no universo das mídias sociais. O estudo que tenho feito - jornalismo web e as ferramentas que a rede dispõe para o 'prosumer' informação - está me motivando a continuar explorando o impacto das redes socias no exercício do jornalismo. Em breve, publicarei, neste espaço, uma síntese do meu trabalho sobre a natureza participativa do jornalismo web. No início do próximo mês, começa o ano letivo. Entrarei na segunda fase que corresponde a mais dois anos de estudos. Assim sendo, eu a concluirei, se tudo corre conforme tenho planejado, em julho de 2012.

Julho na Espanha

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Visitar um n ovo país é, antes de tudo, entrar em uma nova cultura, desbravar novas terras, falar nova língua e, claro, fazer novos amigos. Tentarei descrever, brevemente, a minha experiência vivida durante este mês em Salamanca (conhecida com a pequena Roma espanhola) e em algumas cidades da região. No primeiro dia, tive o prazer de ser acolhido na estação de trem por t rês br a sileiros, todos do utorandos da antiga e famosa Universidade de Salamanca: o ca sal mossoroense, David Leite e Vilani e pela soteropolitana Zanna, uma amiga de um coração do tamanho da Bahia. O objetivo principal da via gem à Espanha foi para o estudo da língua. T odos os dias, de 10 às 14h, participava das aulas de gramática e conversação. Das línguas que balbucio, o espanhol está sendo a menos difícil . Na escola, conheci muitas pessoas de países diversos. Essa é a melhor pa rte: ouvir cada aluno contando um pouco da cultura de seus respectivo s países. Em minha classe, a...

Querida irmã, meus parabéns!!

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Querida irmã Evanúzia, seguramente, sou um dos irmãos que menos acompanhei a tua corrida em direção à realização do teu sonho: ser formada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande Norte. Todavia, gostaria de exprimir a minha profunda alegria e, porque não dizer, a realização de mais um dos meus sonhos: ver a irmã caçula sendo formada em um curso de nível superior. Quero, primeiramente, nesta festa de coroação dos teus estudos, pedir-te licença para partilhar, de modo bem informal e direto, alguns momentos relevantes que pude presenciar ao longo da tua caminhada de estudos. Na impossibilidade da minha participação neste dia tão especial, uso essas palavras para fazer-me presente contigo e com todos que celebram este momento especial na tua vida. Na verdade, estou escrevendo estas linhas, sentado em um dos bancos da praça da catedral, defronte a um belo jardim, ao lado da Universidade de Salamanca, fundada no século XIII, a quarta Universidade mais antig...

Dom Mariano Manzana: o missionário nato

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O Bispo da Diocese de Mossoró que, neste dia 26 de junho, celebra 37 anos de ministério sacerdotal, tem suas raízes fincadas em Mori, uma pequena cidade, escondida entre as mais belas montanhas do Norte da Itália. A vocação de Dom Mariano Manzana - o missionário nato - foi amadurecida e solidificada com os raios da esperança de uma Igreja que renascia com o novo vento vindo do Concílio Vaticano II. Sem dúvida, seus anos de formação no seminário, bem como, sua missão como padre foram motivados e ancorados à luz da Nova Igreja que estava em processo de gestação, profundamente sensibilizada com o sofrimento, com as alegrias e esperanças do povo de Deus. "Ad Gentes" é a marca do seu episcopado. Mas, não somente.. "Ad Gentes" também foi a sua identidade ao longo dos seus 37 anos de padre. Depois de quase duas décadas a serviço da missão na diocese de Santa Luzia, especialmente, em Umarizal, padre Mariano é convocado, pelo bispo da Diocese de Trento, para dinamizar a ...